As melhores frases e pensamentos de Marquês de Maricá - FrasesInteligentes.com.br
A alegria do pobre, ainda que menos durável, é sempre mais intensa que a do rico.
Marquês de Maricá
A ambição é um enredo que nos enreda por toda a vida.
Marquês de Maricá
A ambição sujeita os homens a maior servilismo do que a fome e a pobreza.
Marquês de Maricá
A amizade mais perfeita e mais durável é somente aquela que contraímos com o nosso interesse.
Marquês de Maricá
A atividade sem juízo é mais ruinosa que a preguiça.
Marquês de Maricá
A aura popular é como a fumaça, que desaparece em poucos instantes.
Marquês de Maricá
A autoridade de poucos é e será sempre a razão e argumento de muitos.
Marquês de Maricá
A avareza contribui muito para a longevidade, pela dieta e abstinência.
Marquês de Maricá
A beleza é uma letra que se vence à vista, a sabedoria tem o seu vencimento a prazos.
Marquês de Maricá
A beneficência é sempre feliz e oportuna quando a prudência a dirige e recomenda.
Marquês de Maricá
A celebridade, que custa pouco, tem pequeno fulgor e duração.
Marquês de Maricá
A companhia dos livros dispensa com grande vantagem a dos homens.
Marquês de Maricá
A constância nas nossas opiniões seria geralmente embaraço e oposição ao progresso e melhoramento da nossa inteligência.
Marquês de Maricá
A covardia preserva frequentes vezes a vida.
Marquês de Maricá
A credulidade e confiança de muitos tolos faz o triunfo de uns poucos velhacos.
Marquês de Maricá
A democracia é como a tesoura do jardineiro, que decota para igualar; a mediocridade é o seu elemento.
Marquês de Maricá
A dialética do interesse é quase sempre mais poderosa que a da razão e consciência.
Marquês de Maricá
A dissimulação algumas vezes denota prudência, mas ordinariamente fraqueza.
Marquês de Maricá
A duração de um bem não assegura a sua perpetuidade.
Marquês de Maricá
A experiência que não dói pouco aproveita.
Marquês de Maricá
A falsa ciência não aumenta o nosso saber, agrava a nossa ignorância.
Marquês de Maricá
A familiaridade tira o disfarce e descobre os defeitos.
Marquês de Maricá
A filosofia não entorpece a sensibilidade, quando muito pode chegar a regulá-la.
Marquês de Maricá
A força sem inteligência é como o movimento sem direcção.
Marquês de Maricá
A harmonia da sociedade, como da natureza, consiste e depende da variedade e antagonismo dos seus elementos e carácteres.
Marquês de Maricá
A herança dos sábios tem sempre maior extensão e perpetuidade que a dos ricos: compreende o género humano, e alcança a mais remota posteridade.
Marquês de Maricá
A ignorância dócil é desculpável, a presumida e refractária é desprezível e intolerável.
Marquês de Maricá
A ignorância pasma ou espanta-se, mas não admira.
Marquês de Maricá
A ignorância tem os seus bens privativos, como a sabedoria os seus males peculiares.
Marquês de Maricá
A ignorância, exagerando a nossa pouca ciência, promove a nossa grande vaidade.
Marquês de Maricá
A ignorância, lidando muito, aproveita pouco: a inteligência, diminuindo o trabalho, aumenta o produto e o proveito.
Marquês de Maricá
A igualdade repugna de tal modo aos homens que o maior empenho de cada um é distinguir-se ou desigualar-se.
Marquês de Maricá
A imaginação é o paraíso dos afortunados, e o inferno dos desgraçados.
Marquês de Maricá
A imaginação exagera, a razão desconta, o juízo regula.
Marquês de Maricá
A impaciência, quando não remedeia os nossos males, agrava-os.
Marquês de Maricá
A imperfeição é a causa necessária da variedade nos indivíduos da mesma espécie. O perfeito é sempre idêntico e não admite diferenças por excesso ou por defeito.
Marquês de Maricá
A impunidade é segura, quando a cumplicidade é geral.
Marquês de Maricá
A inconstância humana é o produto necessário das variações da natureza, das circunstâncias e dos eventos.
Marquês de Maricá
A incredulidade que é da moda nas pessoas jovens, torna-se o seu tormento na velhice.
Marquês de Maricá
A indiferença ou apatia que em muitos é prova de estupidez pode ser em alguns o produto de profunda sapiência.
Marquês de Maricá
A ingratidão dos povos é mais escandalosa que a das pessoas.
Marquês de Maricá
A intemperança da língua não é menos funesta para os homens que a da gula.
Marquês de Maricá
A intolerância irracional de muitos escusa ou justifica a hipocrisia ou dissimulação de alguns.
Marquês de Maricá
A inveja de muitos anuncia o merecimento de alguns.
Marquês de Maricá
A inveja, que abrevia ou suprime os elogios, é sempre minuciosa e prolixa na sua crítica e censura.
Marquês de Maricá
A liberdade que nunca é suficiente para os maus é sempre sobeja para os bons.
Marquês de Maricá
A má educação consiste especialmente nos maus exemplos.
Marquês de Maricá
A maior parte dos males e misérias dos homens provêm, não da falta de liberdade, mas do seu abuso e demasia.
Marquês de Maricá
A maledicência é uma ocupação e lenitivo para os descontentes.
Marquês de Maricá
A maledicência pode muitas vezes corrigir-nos, a lisonja quase sempre nos corrompe.
Marquês de Maricá
A memória dos velhos é menos pronta, porque o seu arquivo é muito extenso.
Marquês de Maricá
A mocidade é a estação da felicidade sensual, a velhice, a da moral e intelectual.
Marquês de Maricá
A mocidade é temerária; presume muito porque sabe pouco.
Marquês de Maricá
A mocidade é um sonho que deleita, a velhice uma vigília que incomoda.
Marquês de Maricá
A mocidade expande-se para conhecer o mundo e os homens, a velhice contrai-se por havê-los conhecido.
Marquês de Maricá
A mocidade viciosa faz provisão de achaques para a velhice.
Marquês de Maricá
A modéstia doura os talentos, a vaidade os deslustra.
Marquês de Maricá
A morte anula sempre mais planos e projectos do que a vida executa.
Marquês de Maricá
A morte que desordena muitas coisas, coordena muitas outras.
Marquês de Maricá
A morte que tira a importância a todos, confere-a a muito poucos.
Marquês de Maricá
A nossa imaginação gera fantasmas que nos espantam durante toda a nossa vida.
Marquês de Maricá
A obstinação nas disputas é quase sempre efeito do nosso amor-próprio: julgamo-nos humilhados se nos confessamos convencidos.
Marquês de Maricá
A opinião da nossa importância nos é tão funesta como vantajosa e segura a desconfiança de nós mesmos.
Marquês de Maricá
A opinião pública é sempre respeitável, não pelo seu racionalismo, mas pela sua omnipotência muscular.
Marquês de Maricá
A opinião pública é sujeita à moda, e tem ordinariamente a mesma consistência e duração que as modas.
Marquês de Maricá
A paciência dispensa a resistência e a reacção.
Marquês de Maricá
A paciência em muitos casos não é mais senão medo, preguiça ou impotência.
Marquês de Maricá
A paixão da leitura é a mais inocente, aprazível e a menos dispendiosa.
Marquês de Maricá
A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia.
Marquês de Maricá
A pobreza não tem bagagem, por isso marcha livre e escuteira na viagem da vida humana.
Marquês de Maricá
A preguiça dificulta, a atividade tudo facilita.
Marquês de Maricá
A preguiça gasta a vida, como a ferrugem consome o ferro.
Marquês de Maricá
A prudência é uma arma defensiva que supre ou desarma todas as outras.
Marquês de Maricá
A razão destrói nos homens as criações da sua própria imaginação.
Marquês de Maricá
A razão dos filósofos é muitas vezes tão extravagante como a imaginação dos poetas.
Marquês de Maricá
A razão é escrava quando a fé e autoridade são senhoras.
Marquês de Maricá
A razão prevalece na velhice, porque as paixões também envelhecem.
Marquês de Maricá
A razão também tiraniza algumas vezes, como as paixões.
Marquês de Maricá
A razão, sem a memória, não teria materiais com que exercer a sua atividade.
Marquês de Maricá
A religião amansa os bravos e alenta os fracos.
Marquês de Maricá
A religião supre o juízo e a razão que falta em muita gente.
Marquês de Maricá
A riqueza doura a sabedoria e os talentos, mas não os constitui.
Marquês de Maricá
A sabedoria é geralmente reputada como pobre, porque não se podem ver os seus tesouros.
Marquês de Maricá
A sabedoria humana, bem ponderada, vale sempre menos do que custa.
Marquês de Maricá
A sabedoria indigente é menos invejada que a ignorância opulenta.
Marquês de Maricá
A sinceridade é muitas vezes louvada, mas nunca invejada.
Marquês de Maricá
A sinceridade imprudente é uma espécie de nudez que nos torna indecentes e desprezíveis.
Marquês de Maricá
A suspensão, remoção ou cessão de um grave mal são reputados pelo paciente como um grande bem: deixar de sofrer é também gozar.
Marquês de Maricá
A tirania não é menos arriscada para o opressor, do que penosa para o oprimido.
Marquês de Maricá
A vaidade de muita ciência é prova de pouco saber.
Marquês de Maricá
A vaidade é talvez um grande condimento da felicidade humana.
Marquês de Maricá
A velhice reflexiva é um grande armazém de desenganos.
Marquês de Maricá
A verdade é tão simples que não deleita: são os erros e ficções que pela sua variedade nos encantam.
Marquês de Maricá
A vida humana é uma intriga perene, e os homens são recíproca e simultaneamente intrigados e intrigantes.
Marquês de Maricá
A vida humana parece de algum modo tríplice, quando reflectimos que vivemos e sentimos em três tempos, no pretérito, presente e no futuro.
Marquês de Maricá
A vida humana seria incomportável sem as ilusões e prestígios que a circundam.
Marquês de Maricá
A vida tem uma só entrada: a saída é por cem portas.
Marquês de Maricá
A vingança comprimida aumenta em violência e intensidade.
Marquês de Maricá
A virtude é comunicável, mas o vício contagioso.
Marquês de Maricá
A virtude é comunicável, mas o vício, contagioso.
Marquês de Maricá
A virtude é o maior e mais eficaz preservativo dos males da vida humana.
Marquês de Maricá
A virtude remoça os velhos, o vicio envelhece os moços.
Marquês de Maricá
A virtude resplandece na adversidade, como o incenso reacende sobre as brasas.
Marquês de Maricá
Achar em tudo desordem é prova de supina ignorância; descobrir ordem e sistema em tudo é demonstração de profundo saber.
Marquês de Maricá
Adular os tolos é um meio ordinário de os desfrutar; os velhacos empregam-no eficazmente.
Marquês de Maricá
Afectamos desprezar os bens que não podemos conseguir.
Marquês de Maricá
Aflige-nos a glória alheia contrastada com a nossa insignificância.
Marquês de Maricá
Agrada-nos o homem sincero, porque nos poupa o trabalho de o estudarmos para o conhecermos.
Marquês de Maricá
Ainda que perdoemos aos maus, a ordem moral não lhes perdoa, e castiga a nossa indulgência.
Marquês de Maricá
Ambicionando o louvor e admiração dos outros homens, provocamos frequentes vezes a sua inveja e aversão.
Marquês de Maricá
Amigos há de grande valia, que todavia não podem fazer-nos outro bem, senão impedindo pelo seu respeito que nos façam mal.
Marquês de Maricá
Aprovamos algumas vezes em público por medo, interesse ou civilidade, o que internamente reprovamos por dever, consciência ou razão.
Marquês de Maricá
Aproveita muito subir aos maiores empregos do Estado, para nos desenganarmos da sua vanglória e inanidade.
Marquês de Maricá
Aquele que se envergonha ainda não é incorrigível.
Marquês de Maricá
Arguimos a vaidade alheia porque ofende a nossa própria.
Marquês de Maricá
As crenças religiosas fixam as opiniões dos homens, as teorias filosóficas perturbam-nas e confundem.
Marquês de Maricá
As esperanças, quando se frustram, agravam mais os nossos infortúnios.
Marquês de Maricá
As grandes livrarias são monumentos da ignorância humana. Bem poucos seriam os livros se contivessem somente verdades. Os erros dos homens abastecem as estantes.
Marquês de Maricá
As ideias novas são para muita gente como as frutas verdes que travam na boca.
Marquês de Maricá
As nossas necessidades unem-nos, mas as nossas opiniões separam-nos.
Marquês de Maricá
As opiniões de um século causam riso ou lástima em outros séculos.
Marquês de Maricá
As paixões são como os vidros de graus, que alteram para mais ou para menos a grandeza e volume dos objectos.
Marquês de Maricá
As revoluções frequentes fazem raquíticas as nações recentes.
Marquês de Maricá
As revoluções, que regeneram as nações velhas, arruinam e fazem degenerar as novas.
Marquês de Maricá
As verdades mais triviais parecem novas quando se enunciam por um modo mais elegante e desusado.
Marquês de Maricá
As virtudes são económicas, mas os vícios dispendiosos.
Marquês de Maricá
As virtudes se harmonizam, os vícios discordam sempre entre si.
Marquês de Maricá
Bem curta seria a felicidade dos homens se fosse limitada aos prazeres da razão; os da imaginação ocupam os maiores espaços da vida humana.
Marquês de Maricá
Capitulamos quase sempre com os nossos males, quando os não podemos evitar ou remover.
Marquês de Maricá
Com pouco nos divertimos, com muito menos nos afligimos.
Marquês de Maricá
Com trabalho, inteligência e economia só é pobre quem não quer ser rico.
Marquês de Maricá
Como a luz numa masmorra faz visível todo o seu horror, assim a sabedoria manifesta ao homem todos os defeitos e imperfeições da sua natureza.
Marquês de Maricá
Como o espaço compreende todos os corpos, a ambição abrange todas as paixões.
Marquês de Maricá
Como os sábios não adulam os povos, estes também não os promovem.
Marquês de Maricá
Condenamos por ignorantes as gerações pretéritas, e a mesma sentença nos espera nas gerações futuras.
Marquês de Maricá
Custa menos ao nosso amor-próprio caluniar a sorte, do que acusar a nossa má conduta.
Marquês de Maricá
De nada vale a celebridade, quando os grandes crimes também a conseguem.
Marquês de Maricá
Deixamos de subir alto quando queremos subir de um salto.
Marquês de Maricá
Descontentes de tudo, só nos contentamos com o nosso próprio juízo, por mais limitado que seja.
Marquês de Maricá
Desempenhar bem os grandes empregos depende muitas vezes mais das circunstâncias que dos homens.
Marquês de Maricá
Desesperar na desgraça é desconhecer que os males confinam com os bens, e que se alternam ou se transformam.
Marquês de Maricá
Desperdiçamos o tempo, queixando-nos sempre de que a vida é breve.
Marquês de Maricá
Desprezos há, e de pessoas tais, que honram muito os desprezados.
Marquês de Maricá
Deve-se julgar da opinião e caráter dos povos pelo dos seus eleitos e prediletos.
Marquês de Maricá
Deve-se usar da liberdade, como do vinho, com moderação e sobriedade.
Marquês de Maricá
Divertimo-nos com os doidos na hipótese de que o não somos.
Marquês de Maricá
Dizer-se de um homem que tem juízo é o maior elogio que se lhe pode fazer.
Marquês de Maricá
Dói mais ao nosso amor-próprio sermos desprezados, que aborrecidos.
Marquês de Maricá
Dói tanto a injúria publicada como a ferida exposta ao ar.
Marquês de Maricá
Dos especuladores em revoluções muitos se perdem, e poucos prosperam por algum tempo.
Marquês de Maricá
É fácil avaliar o juízo ou a capacidade de qualquer homem, quando se sabe o que ele mais ambiciona.
Marquês de Maricá
É falta de habilidade governar com tirania.
Marquês de Maricá
É felicidade para os homens que cada um deles a defina a seu modo com variedade, na sua essência e objectos.
Marquês de Maricá
É judiciosa a economia de palavras, tempo e dinheiro.
Marquês de Maricá
É mais difícil sustentar uma grande reputação que granjeá-la ou merecê-la.
Marquês de Maricá
É mais fácil cumprir certos deveres, que buscar razões para justificar-nos de o não ter feito.
Marquês de Maricá
É mais fácil maldizer dos homens do que instruí-los e melhorá-los.
Marquês de Maricá
É mais fácil perdoar os danos do nosso interesse, que os agravos do nosso amor-próprio.
Marquês de Maricá
É mais fácil refutar erros que descobrir verdades.
Marquês de Maricá
É mais útil algumas vezes a extirpação de um erro, que a descoberta de muitas verdades.
Marquês de Maricá
É muito difícil, e em certas circunstâncias quase impossível, sustentar na vida pública o crédito e conceito que merecemos na vida privada.
Marquês de Maricá
É muito provável que a posteridade, para quem tantos apelam, tenha tão pouco juízo como nós e os nossos antepassados.
Marquês de Maricá
É nas grandes assembleias deliberantes que melhor se conhece a disparidade das opiniões dos homens, e o jogo das paixões e interesses individuais.
Marquês de Maricá
É necessário subir muito alto para bem descortinar as ilusões e angústias da ambição, poder e soberania.
Marquês de Maricá
É tal a falibilidade dos juízos humanos, que muitas vezes os caminhos por onde esperamos chegar à felicidade conduzem-nos à miséria e à desgraça.
Marquês de Maricá
É tal a incapacidade pessoal de alguns homens, que a fortuna, empenhada em sublimá-los, não pode conseguir o seu propósito.
Marquês de Maricá
É tão fácil enganar, quanto é difícil desenganar os homens.
Marquês de Maricá
É tão fácil o prometer, e tão difícil o cumprir, que há bem poucas pessoas que cumpram as suas promessas.
Marquês de Maricá
É tão fácil sentir a felicidade como é difícil defini-la.
Marquês de Maricá
É triste a condição de um velho que só se faz recomendável pela sua longevidade.
Marquês de Maricá
Em certas circunstâncias o silêncio de poucos é culpa ou delito de muitos.
Marquês de Maricá
Em diversas épocas da nossa vida somos tão diversos de nós mesmos como dos outros homens.
Marquês de Maricá
Em geral o temor ou medo, e não a virtude, mantêm a ordem entre os homens.
Marquês de Maricá
Em matérias e opiniões políticas os crimes de um tempo são algumas vezes virtudes em outro.
Marquês de Maricá
Em saber gozar e sofrer, os animais levam-nos grande vantagem: o seu instinto é mais seguro do que a nossa altiva razão.
Marquês de Maricá
Em tese geral não há homem feliz sem mérito, nem desgraçado sem culpa.
Marquês de Maricá
Em vão procuramos a verdadeira felicidade fora de nós, se não possuímos a sua fonte dentro de nós mesmos.
Marquês de Maricá
Em vão procuramos a verdadeira felicidade fora de nós, se não possuímos a sua fonte dentro de nós.
Marquês de Maricá
Enganamo-nos ordinariamente sobre a intensidade dos bens que esperamos, como sobre a violência dos males que tememos.
Marquês de Maricá
Fazemos ordinariamente mais festa às pessoas que tememos do que àquelas a quem amamos.
Marquês de Maricá
Folgamos com os erros alheios como se eles justificassem os nossos.
Marquês de Maricá
Formam-se mais tempestades em nós mesmos que no ar, na terra e nos mares.
Marquês de Maricá
Ganhamos frequentes vezes perdoando oportunamente.
Marquês de Maricá
Há benefícios conferidos com tal rudeza e grosseria que de algum modo justificam os beneficiados da sua ingratidão.
Marquês de Maricá
Há certos passatempos e prazeres ilícitos, que censuramos nos outros, mais por inveja do que por virtude.
Marquês de Maricá
Há crimes felizes que são reputados heróicos e gloriosos.
Marquês de Maricá
Há duas coisas que não se perdoam entre os partidos políticos: a neutralidade e a apostasia.
Marquês de Maricá
Há empregos em que é mais fácil ser homem de bem, que parecê-lo ou fazê-lo crer.
Marquês de Maricá
Há enganos que nos deleitam, como desenganos que nos afligem.
Marquês de Maricá
Há homens para nada, muitos para pouco, alguns para muito, nenhum para tudo.
Marquês de Maricá
Há homens que afectam de muito ocupados, para que os creiam de muito préstimo.
Marquês de Maricá
Há homens que hoje crêem pouco ou nada, porque já creram muito e demasiado.
Marquês de Maricá
Há homens que parecem grandes no horizonte da vida privada, e pequenos no meridiano da vida pública.
Marquês de Maricá
Há males na vida humana que são preservados de outros maiores, e muitas vezes ocasionam bens incalculáveis.
Marquês de Maricá
Há mentiras que são enobrecidas e autorizadas pela civilidade.
Marquês de Maricá
Há muita gente boa e feliz, porque não tem suficiente liberdade para se fazer má e desgraçada.
Marquês de Maricá
Há muita gente infeliz por não saber tolerar com resignação a sua própria insignificância.
Marquês de Maricá
Há muita gente para quem o receio dos males futuros é mais tormentoso que o sofrimento dos males presentes.
Marquês de Maricá
Há muita gente que procura apadrinhar com a opinião pública as suas opiniões e disparates pessoais.
Marquês de Maricá
Há muita gente que, assim como o eco, repete as palavras sem lhes compreender o sentido.
Marquês de Maricá
Há muitas ocasiões em que os ricos e poderosos invejam a condição dos pobres e insignificantes.
Marquês de Maricá
Há muitos homens que se queixam da ingratidão humana para se inculcarem benfeitores infelizes ou se dispensarem de ser benfazentes e caridosos.
Marquês de Maricá
Há muitos homens reputados infelizes na nossa opinião, que todavia são felizes a seu modo, segundo as suas ideias.
Marquês de Maricá
Há opiniões que nascem e morrem como as folhas das árvores, outras, porém, que têm a duração dos mármores e do mundo.
Marquês de Maricá
Há opiniões que, assim como as modas, parecem bem por algum tempo.
Marquês de Maricá
Há pessoas que dizem mal de tudo para inculcar que prestam para muito.
Marquês de Maricá
Há pessoas que ganham muito em ser lidas, e perdem tudo em ser tratadas: escrevem com estudo e vivem sem ele.
Marquês de Maricá
Há povos que são felizes em não ter mais que um só tirano.
Marquês de Maricá
Há um limite nas dores e mágoas que termina a nossa vida, ou melhora a nossa sorte.
Marquês de Maricá
Há verdades que é mais perigoso publicar do que foi difícil descobrir.
Marquês de Maricá
Ignorância e pobreza vêm de graça, não custam trabalho nem despesa.
Marquês de Maricá
Ignorância e preguiça a ninguém enriquecem.
Marquês de Maricá
Inveja-se a riqueza, mas não o trabalho com que ela se granjeia.
Marquês de Maricá
Louvemos a quem nos louva para abonarmos o seu testemunho.
Marquês de Maricá
Mudai os tempos, os lugares, as opiniões e circunstâncias, e os grandes heróis se tornarão pequenos e insignificantes homens.
Marquês de Maricá
Mudai um homem de classe, condição e circunstâncias, vós o vereis mudar imediatamente de opiniões e de costumes.
Marquês de Maricá
Mudamos de paixões, mas não vivemos sem elas.
Marquês de Maricá
Muita luz deslumbra a vista, muita ciência confunde o entendimento.
Marquês de Maricá
Muitas pessoas se prezam de firmes e constantes que não são mais que teimosas e impertinentes.
Marquês de Maricá
Muito pouco se padece na vida, em comparação do que se goza; aliás, não sendo assim, como se viveria?
Marquês de Maricá
Muito se perde por falta de inteligência, porém muito mais por preguiça e aversão ao trabalho.
Marquês de Maricá
Muitos homens são louvados porque são mal conhecidos.
Marquês de Maricá
Na admissão de uma opinião ou doutrina, os homens consultam primeiramente o seu interesse, e depois a razão ou a justiça, se lhes sobeja tempo.
Marquês de Maricá
Nada agrava mais a pobreza, que a mania de querer parecer rico.
Marquês de Maricá
Não desenganemos os tolos se não queremos ter inumeráveis inimigos.
Marquês de Maricá
Não desespereis na desgraça, ela é frequentes vezes uma transição necessária para a boa fortuna.
Marquês de Maricá
Não devemos gozar para sofrer, mas sofrer para melhor gozar.
Marquês de Maricá
Não é a fortuna, mas juízo somente, o que falta a muita gente.
Marquês de Maricá
Não é dado ao saber humano conhecer toda a extensão da sua ignorância.
Marquês de Maricá
Não é raro aborrecermos aquelas mesmas pessoas que mais admiramos.
Marquês de Maricá
Não emprestes, não disputes, não maldigas, e não terás de te arrepender.
Marquês de Maricá
Não há coisa mais fácil que vencer os outros homens, nem mais difícil que vencer-nos a nós mesmos.
Marquês de Maricá
Não há escravidão pior que a dos vícios e paixões.
Marquês de Maricá
Não há homem que não deseje ser absoluto, aborrecendo cordialmente o absolutismo em todos os outros.
Marquês de Maricá
Não haveria História mais insípida e insignificante que a dos homens, se todos tivessem juízo.
Marquês de Maricá
Não invejemos os que sobem muito acima de nós: a sua queda será muito mais dolorosa do que a nossa.
Marquês de Maricá
Não podemos deixar de ser difusos com os ignorantes, mas devemos ser concisos com os inteligentes.
Marquês de Maricá
Não provoques o Poder, que ele se tornará cruel e despótico no seu desagravo.
Marquês de Maricá
Não se apaga o fogo com resinas, nem a cólera com más palavras.
Marquês de Maricá
Não se pode formar bom conceito de quem não tem boa opinião de pessoa alguma.
Marquês de Maricá
Não se reconhece tanto a ignorância dos homens no que confessam ignorar, como no que blasonam de saber melhor.
Marquês de Maricá
Não somos sempre o que queremos, mas o que as circunstâncias nos permitem ser.
Marquês de Maricá
Nas revoluções dos povos a insignificância é a maior garantia de segurança pessoal.
Marquês de Maricá
Nas revoluções políticas os povos ordinariamente mudam de senhores sem mudarem de condição.
Marquês de Maricá
Nenhum governo é bom para os homens maus.
Marquês de Maricá
Nenhum homem é tão bom como o seu partido o apregoa, nem tão mau como o contrário o representa.
Marquês de Maricá
Nenhum tempo e nenhum lugar nos agrada tanto como o tempo que não existe, e o lugar em que não estamos.
Marquês de Maricá
Ninguém avalia tão caro o nosso merecimento, como o nosso amor-próprio.
Marquês de Maricá
Ninguém considera a sua ventura superior ao seu mérito, mas todos se queixam das injustiças dos homens e da fortuna.
Marquês de Maricá
Ninguém duvida tanto como aquele que mais sabe.
Marquês de Maricá
Ninguém é grande homem em tudo e em todo o tempo.
Marquês de Maricá
Ninguém é mais adulado que os tiranos: o medo faz mais lisonjeiros que o amor.
Marquês de Maricá
Ninguém é tão prudente em despender o seu dinheiro, como aquele que melhor conhece as dificuldades de o ganhar honradamente.
Marquês de Maricá
Ninguém é tão solícito e diligente em requerer empregos, como aqueles que menos os merecem.
Marquês de Maricá
Ninguém mente tanto nem mais do que a História.
Marquês de Maricá
Ninguém nos aconselha tão mal como o nosso amor-próprio, nem tão bem como a nossa consciência.
Marquês de Maricá
Ninguém quer passar por tolo, antes prefere parecer velhaco.
Marquês de Maricá
Ninguém resiste à lisonja sendo administrada, oportunamente, com a perícia e destreza de um hábil adulador.
Marquês de Maricá
Ninguém se agasta tanto do desprezo como aqueles que mais o merecem.
Marquês de Maricá
Ninguém se conhece tão bem como aquele que mais desconfia de si próprio.
Marquês de Maricá
Nobre e ilustrada é a ambição que tem por objeto a sabedoria e a virtude.
Marquês de Maricá
Nos nossos revezes, queremos antes passar por infelizes, do que por imprudentes, ou inábeis.
Marquês de Maricá
Num povo ignorante a opinião pública representa a sua própria ignorância.
Marquês de Maricá
Nunca perdemos de vista o nosso interesse, ainda mesmo quando nos inculcamos desinteressados.
Marquês de Maricá
O amor na mocidade é ocupação, na velhice distracção ou alienação.
Marquês de Maricá
O amor-próprio do tolo, quando se exalta, é sempre o mais escandaloso.
Marquês de Maricá
O arrependimento é ineficaz quando as reincidências são consecutivas.
Marquês de Maricá
O ateísmo é tão raro quanto é vulgar o politeísmo e a idolatria.
Marquês de Maricá
O avarento é o mais leal e fiel depositário dos bens dos seus herdeiros.
Marquês de Maricá
O coração enlutado eclipsa o entendimento e a razão.
Marquês de Maricá
O desejo da glória literária é de todas as ambições a mais inocente, sem ser todavia a menos laboriosa.
Marquês de Maricá
O erro máximo dos filósofos foi pretender sempre que os povos filosofassem.
Marquês de Maricá
O espírito de intriga inculca demérito nos intrigantes.
Marquês de Maricá
O espírito vive de ficções, como o corpo se nutre de alimentos.
Marquês de Maricá
O estudo confere ciência, mas a meditação, originalidade.
Marquês de Maricá
O fraco ofendido atraiçoa, o forte e magnânimo perdoa.
Marquês de Maricá
O fraco ofendido desabafa maldizendo.
Marquês de Maricá
O futuro é como o papel em branco em que podemos escrever e desenhar o que queremos.
Marquês de Maricá
O governo dos tolos é sempre mais infesto aos povos que o dos velhacos.
Marquês de Maricá
O homem de juízo aproveita, o tolo desaproveita a experiência própria.
Marquês de Maricá
O homem de palavra é aquele que menos fala.
Marquês de Maricá
O homem mais sensível é necessariamente o menos livre e independente.
Marquês de Maricá
O homem que cala e ouve não dissipa o que sabe, e aprende o que ignora.
Marquês de Maricá
O homem que despreza a opinião pública é muito tolo ou muito sábio.
Marquês de Maricá
O homem que frequentes vezes se inculca por honrado e probo, dá justos motivos de suspeitar-se que não é tal ou tanto como se recomenda.
Marquês de Maricá
O homem que não é indulgente com os outros, ainda não se conhece a si próprio.
Marquês de Maricá
O hóspede acanhado é um dobrado incómodo para quem o hospeda.
Marquês de Maricá
O ignorante espanta-se do mesmo que o sábio mais admira.
Marquês de Maricá
O império mais poderoso e fatal que existe é o das circunstâncias.
Marquês de Maricá
O insignificante presume dar-se importância maldizendo de tudo e de todos.
Marquês de Maricá
O interesse explica os fenómenos mais difíceis e complicados da vida social.
Marquês de Maricá
O interesse forma as amizades, o interesse dissolve-as.
Marquês de Maricá
O interesse sempre transparece no desinteresse que afectamos.
Marquês de Maricá
O invejoso é tirano e verdugo de si próprio: ele sofre porque os outros gozam.
Marquês de Maricá
O juízo, por mais vulgar, é menos apreciado que o engenho.
Marquês de Maricá
O lisonjeiro conta sempre com a abonação do nosso amor-próprio.
Marquês de Maricá
O louvor fecundo distingue menos que a admiração silenciosa.
Marquês de Maricá
O louvor não merecido embriaga como o vinho.
Marquês de Maricá
O louvor que mais prezamos é justamente aquele que menos merecemos.
Marquês de Maricá
O luxo, assim como o fogo, tanto brilha quanto consome.
Marquês de Maricá
O luxo, como o fogo, devora tudo e perece de faminto.
Marquês de Maricá
O mal ou bem que fazemos aos outros reverte sobre nós acrescentado.
Marquês de Maricá
O medo é a arma dos fracos, como a bravura a dos fortes.
Marquês de Maricá
O medo e o entusiasmo são contagiosos.
Marquês de Maricá
O medo faz mais tiranos que a ambição.
Marquês de Maricá
O meio mais eficaz de nos vingarmos dos nossos inimigos é fazendo-nos mais justos e virtuosos do que eles.
Marquês de Maricá
O melhor sono da vida a inocência o dorme, ou a virtude.
Marquês de Maricá
O muito juízo é um grande tirano pessoal.
Marquês de Maricá
O mundo floresce pela vida, e renova-se pela morte.
Marquês de Maricá
O nosso amor-próprio é muitas vezes contrário aos nossos interesses.
Marquês de Maricá
O nosso amor-próprio é tão exagerado nas suas pretensões, que não admira se quase sempre se acha frustrado nas suas esperanças.
Marquês de Maricá
O nosso amor-próprio exalta-se mais na solidão: a sociedade reprime-o pelas contradições que lhe opõe.
Marquês de Maricá
O nosso bom, ou mau procedimento, é o nosso melhor amigo, ou pior inimigo.
Marquês de Maricá
O nosso espírito é essencialmente livre, mas o nosso corpo torna-o frequentes vezes escravo.
Marquês de Maricá
O nosso orgulho eleva-nos para que nos precipitemos de mais alto.
Marquês de Maricá
O ódio e a guerra que declaramos aos outros gasta-nos e consome-nos a nós mesmos.
Marquês de Maricá
O poder repartido por muitos não é eficaz em nenhum.
Marquês de Maricá
O prazer do crime passa, o arrependimento sobrevem e o remorso perpetua-se.
Marquês de Maricá
O prazer que mais deleita é o que provém da satisfação de uma necessidade mais incómoda e urgente.
Marquês de Maricá
O pródigo pode ser lastimado, mas o avarento é quase sempre aborrecido.
Marquês de Maricá
O que ganhamos em autoridade, perdemos em liberdade.
Marquês de Maricá
O que há de melhor nos grandes empregos é a perspectiva ou a fachada com que tanta gente se embeleza.
Marquês de Maricá
O que se qualifica em alguns homens como firmeza de carácter não é ordinariamente senão emperramento de opinião, incapacidade de progresso, ou imutabilidade da ignorância.
Marquês de Maricá
O remorso é no moral o que a dor é no físico da nossa individualidade: advertência de desordens que se devem reparar.
Marquês de Maricá
O roubo de milhões, enobrece os ladrões.
Marquês de Maricá
O saber é riqueza, mas de qualidade tal que a podemos dissipar e desbaratar sem nunca empobrecermos.
Marquês de Maricá
O sábio que não fala nem escreve é pior que o avarento que não despende.
Marquês de Maricá
O silêncio é o melhor rebuço para quem não se quer revelar, ou fazer-se conhecer.
Marquês de Maricá
O silêncio é o melhor salvo conduto da mais crassa ignorância como da sabedoria mais profunda.
Marquês de Maricá
O silêncio, ainda que mudo, é frequentes vezes tão venal como a palavra.
Marquês de Maricá
O temor da morte é a sentinela da vida.
Marquês de Maricá
O tempo pretérito se torna presente pela memória, e o futuro pela nossa imaginação.
Marquês de Maricá
O trabalho é amargo, mas os seus frutos são doces e aprazíveis.
Marquês de Maricá
O trabalho involuntário ou forçado é quase sempre mal concebido e pior executado.
Marquês de Maricá
O valor mais resoluto é o que procede da desesperação.
Marquês de Maricá
O velho calcula muito, executa pouco: a mocidade é mais executiva que deliberativa.
Marquês de Maricá
O velho crê-se feliz em não sofrer, o moço infeliz em não gozar.
Marquês de Maricá
O velho teme o futuro e abriga-se no passado.
Marquês de Maricá
Ocupados em descobrir os defeitos alheios, esquecemo-nos de investigar os próprios.
Marquês de Maricá
Onde os homens se persuadem que os governos os devem fazer felizes, e não eles a si próprios, não há governo que os possa contentar nem agradar-lhes.
Marquês de Maricá
Ordinariamente tratamos com indiferença aquelas pessoas de quem não esperamos bens nem receamos males.
Marquês de Maricá
Os abusos, como os dentes, nunca se arrancam sem dores.
Marquês de Maricá
Os acontecimentos políticos humilham e desabonam mais a sabedoria humana que quaisquer outros eventos deste mundo.
Marquês de Maricá
Os aduladores são como as plantas parasitas que abraçam o tronco e ramos de uma árvore para melhor a aproveitar e consumir.
Marquês de Maricá
Os anarquistas são como os jogadores infelizes ou inábeis, que, baralhando muito as cartas, ou mudando de baralhos, esperam melhorar de fortuna e condição.
Marquês de Maricá
Os anos mudam as nossas opiniões, da mesma forma que alteram a nossa fisionomia.
Marquês de Maricá
Os arrufos entre amantes podem ser renovações de amor, mas entre os amigos são deteriorações da amizade.
Marquês de Maricá
Os bens de que gozamos exercem sempre menos a nossa razão do que os males que sofremos.
Marquês de Maricá
Os bens que a ambição promete são como os do amor, melhores imaginados que conseguidos.
Marquês de Maricá
Os bens que a virtude não dá ou não preserva são de pouca duração.
Marquês de Maricá
Os bons conselhos desagradam aos apaixonados como os remédios aos que estão doentes.
Marquês de Maricá
Os bons presumem sempre bem dos outros; os maus, pelo contrário, sempre mal; uns e outros dão o que têm.
Marquês de Maricá
Os conselhos dos moços derivam das suas ilusões, os dos velhos, dos seus desenganos.
Marquês de Maricá
Os crimes fecundam as revoluções, e dão-lhes posteridade.
Marquês de Maricá
Os elogios de maior crédito são os que os nossos próprios inimigos nos tributam.
Marquês de Maricá
Os empregos que por intrigas e facções se alcançam, por facções e intrigas se perdem.
Marquês de Maricá
Os erros circulam entre os homens como as moedas de cobre, as verdades como os dobrões de ouro.
Marquês de Maricá
Os erros de uns são lições para outros, estes acertam porque aqueles erraram.
Marquês de Maricá
Os erros de uns são lições para outros; estes acertam porque aqueles erraram.
Marquês de Maricá
Os faladores não nos devem assustar, eles revelam-se: os taciturnos incomodam-nos pelo seu silêncio, e sugerem justas suspeitas de que receiam fazer-se conhecer.
Marquês de Maricá
Os governos fracos fazem fortes os ambiciosos e insurgentes.
Marquês de Maricá
Os governos tendem à monarquia, como os corpos gravitam para o centro da terra.
Marquês de Maricá
Os grandes empregos desacreditam e ridicularizam os pequenos homens.
Marquês de Maricá
Os grandes homens em certas relações são pequenos homens em outras.
Marquês de Maricá
Os grandes, os ricos e os sábios sorriem-se: os pequenos, os pobres e os néscios dão gargalhadas.
Marquês de Maricá
Os homens crêem tão pouco na autoridade da própria razão que acabam por justificá-la com a alegação da dos outros.
Marquês de Maricá
Os homens de bem perdem e empobrecem nos mesmos empregos em que os velhacos ganham e se enriquecem.
Marquês de Maricá
Os homens de extraordinários talentos são ordinariamente os de menor juízo.
Marquês de Maricá
Os homens de pouca inteligência não sabem encarecer a própria capacidade sem rebaixar a dos outros.
Marquês de Maricá
Os homens disfarçam-se, tal como as mulheres se enfeitam, para agradarem ou enganarem.
Marquês de Maricá
Os homens em geral ganham muito em não serem perfeitamente conhecidos.
Marquês de Maricá
Os homens em sociedade são como as pedras numa abóbada, resistem e ajudam-se simultaneamente.
Marquês de Maricá
Os homens enganam-se miseravelmente quando esperam encontrar a sua felicidade, mais na forma dos seus governos que na reforma dos seus costumes.
Marquês de Maricá
Os homens fingem desinteresse para melhor promoverem os seus interesses.
Marquês de Maricá
Os homens geralmente preferem ser enganados com prazer a ser desenganados com dor e desgosto.
Marquês de Maricá
Os homens mais orgulhosos são geralmente os mais irritáveis e vingativos.
Marquês de Maricá
Os homens não sabem avaliar-se exactamente: cada um é melhor ou pior do que os outros o consideram.
Marquês de Maricá
Os homens nos parecerão sempre injustos enquanto o forem as pretensões do nosso amor-próprio.
Marquês de Maricá
Os homens poderiam parecer-nos mais justos ou menos injustos, se não exigíssemos deles mais do que podem ou devem dar-nos.
Marquês de Maricá
Os homens preferem geralmente o engano, que os tranquiliza, à incerteza, que os incomoda.
Marquês de Maricá
Os homens probos são menos capazes de dissimulação do que os velhacos.
Marquês de Maricá
Os homens são geralmente tão avaros do seu dinheiro, como pródigos dos seus conselhos.
Marquês de Maricá
Os homens são poucas vezes o que parecem; eles trabalham incessantemente por parecer o que não são.
Marquês de Maricá
Os homens são sempre mais verbosos e fecundos em queixar-se das injúrias do que em agradecer os benefícios.
Marquês de Maricá
Os homens sem mérito algum, brochados de insígnias e de ouro, são comparáveis aos maus livros ricamente encadernados.
Marquês de Maricá
Os homens têm geralmente saúde quando não a sabem apreciar, e riqueza quando a não podem gozar.
Marquês de Maricá
Os homens têm querido dar razão de tudo, para dissimular ou encobrir o seu pouco saber.
Marquês de Maricá
Os homens, para não desagradarem aos maus de quem se temem, abandonam muitas vezes os bons, a quem respeitam.
Marquês de Maricá
Os ignorantes exageram sempre mais que os inteligentes.
Marquês de Maricá
Os maiores detractores dos governos são aqueles que pretendem governar.
Marquês de Maricá
Os mais arrojados em falar são ordinariamente os menos profundos em saber.
Marquês de Maricá
Os maldizentes, como os mentirosos, acabam por não merecer crédito ainda que digam verdades.
Marquês de Maricá
Os males da vida são os nossos melhores preceptores, os bens, os nossos maiores aduladores.
Marquês de Maricá
Os maus não são exaltados para serem felizes, mas para que caiam de mais alto e sejam esmagados.
Marquês de Maricá
Os moços de juízo honram-se em parecer velhos, mas os velhos sem juízo procuram figurar como moços.
Marquês de Maricá
Os moços são tão solícitos sobre o seu vestuário, quanto os velhos são negligentes: aqueles atendem mais à moda e à elegância, estes à sua comodidade.
Marquês de Maricá
Os moços, por falta de experiência, de nada suspeitam, os velhos, por muito experimentados, de tudo desconfiam.
Marquês de Maricá
Os nossos inimigos contribuem mais do que se pensa para o nosso aperfeiçoamento moral. Eles são os historiadores dos nossos erros, vícios e imperfeições.
Marquês de Maricá
Os nossos maiores inimigos existem dentro de nós mesmos: são os nossos erros, vícios e paixões.
Marquês de Maricá
Os pequenos inimigos, ainda que menos danosos, são sempre mais incómodos que os grandes.
Marquês de Maricá
Os pobres divertem-se com pouco dinheiro, os ricos enojam-se com muita despesa.
Marquês de Maricá
Os povos desencantados tornam-se insubordinados.
Marquês de Maricá
Os povos, como as pessoas, variam de opiniões e gostos, e na sua inconstância passam frequentes vezes de um a outro extremo.
Marquês de Maricá
Os que mais possuem não são os que melhor digerem.
Marquês de Maricá
Os que não sabem aproveitar o tempo dissipam o seu, e fazem perder o alheio.
Marquês de Maricá
Os que reclamam para si maior liberdade são os que ordinariamente menos a toleram e permitem nos outros.
Marquês de Maricá
Os sábios duvidam mais que os ignorantes; daqui provém a filáucia destes e a modéstia daqueles.
Marquês de Maricá
Os sábios falam pouco e dizem muito, generalizando e abstraindo resumem tudo.
Marquês de Maricá
Os soberbos são ordinariamente ingratos; consideram os benefícios como tributos que se lhes devem.
Marquês de Maricá
Os tolos são muitas vezes promovidos a grandes empregos em utilidade e proveito dos velhacos, que melhor os sabem desfrutar.
Marquês de Maricá
Os velhacos têm por admiradores todos os tolos, cujo número é infinito.
Marquês de Maricá
Os velhos caluniam o tempo presente atribuindo-lhes os males de que padecem, consequências do passado.
Marquês de Maricá
Os velhos dão bons conselhos para se redimirem de ter dado maus exemplos.
Marquês de Maricá
Os velhos erram muitas vezes por demasiadamente prudentes, os moços quase sempre por temerários.
Marquês de Maricá
Os velhos invejam a saúde e vigor dos moços, estes não invejam o juízo e a prudência dos velhos: uns conhecem o que perderam, os outros desconhecem o que lhes falta.
Marquês de Maricá
Os velhos prezam ordinariamente os mortos e desprezam os vivos.
Marquês de Maricá
Os velhos que se mostram muito saudosos da sua mocidade não dão uma ideia favorável da maturidade e progresso da sua inteligência.
Marquês de Maricá
Os velhos ruminam o pretérito, os moços antecipam e devoram o futuro.
Marquês de Maricá
Os velhos tornam-se nulos e inúteis à força de prudência e circunspecção.
Marquês de Maricá
Os vícios, como os cancros, têm a qualidade de corrosivos.
Marquês de Maricá
Para bem conhecer os homens, é necessário primeiramente vê-los e praticá-los de perto, e depois estudá-los e meditá-los de longe.
Marquês de Maricá
Para quem não tem juízo os maiores bens da vida convertem-se em gravíssimos males.
Marquês de Maricá
Perante um auditório de tolos, os velhacos tornam-se fecundos, e os doutos silenciosos.
Marquês de Maricá
Perdoamos mais vezes aos nossos inimigos por fraqueza, que por virtude.
Marquês de Maricá
Podemos reunir todas as virtudes, mas não acumular todos os vícios.
Marquês de Maricá
Pouco dizemos quando o interesse ou a vaidade não nos faz falar.
Marquês de Maricá
Pouco espírito inutiliza muito saber.
Marquês de Maricá
Pouco saber exalta o nosso amor-próprio, muito saber humilha-o.
Marquês de Maricá
Quando a cólera ou o amor nos visita a razão se despede.
Marquês de Maricá
Quando a consciência nos acusa, o interesse ordinariamente nos defende.
Marquês de Maricá
Quando defendemos os nossos amigos, justificamos a nossa amizade.
Marquês de Maricá
Quando moços, contamos tantos amigos quantos conhecidos; porém maduros pela experiência, não achamos um homem de cuja probidade fiemos a execução do nosso testamento.
Marquês de Maricá
Quando não podemos gozar a satisfação da vingança, perdoamos as ofensas para merecer ao menos os louvores da virtude.
Marquês de Maricá
Quando o amor nos visita, a amizade despede-se.
Marquês de Maricá
Quando os tiranos caem, os povos levantam-se.
Marquês de Maricá
Queixam-se muitos de pouco dinheiro, outros de pouca sorte, alguns de pouca memória, nenhum de pouco juízo.
Marquês de Maricá
Queixamo-nos da fortuna para desculpar a nossa preguiça.
Marquês de Maricá
Quem desconfia de si próprio, menos pode confiar nos outros.
Marquês de Maricá
Quem muito nos festeja, alguma coisa de nós deseja.
Marquês de Maricá
Quem não desconfia de si, não merece a confiança dos outros.
Marquês de Maricá
Quem não espera na vida futura, desespera na presente.
Marquês de Maricá
Quem não pode ou não sabe acumular, nunca chega a ser sábio nem rico.
Marquês de Maricá
Querendo parecer originais, tornamo-nos ridículos ou extravagantes.
Marquês de Maricá
Querendo prevenir males de ordinário contingente, o homem prudente vive sempre em tortura, gozando menos do presente do que sofre no futuro.
Marquês de Maricá
Sabei escusar o supérfluo, e não vos faltará o necessário.
Marquês de Maricá
Saber viver com os homens é uma arte de tanta dificuldade que muita gente morre sem a ter compreendido.
Marquês de Maricá
São incalculáveis os benefícios que provêm da noção de incerteza do dia e ano da nossa morte: esta incerteza corresponde a uma espécie de eternidade.
Marquês de Maricá
Se as viagens simplesmente instruíssem os homens, os marinheiros seriam os mais instruídos.
Marquês de Maricá
Se fôssemos sinceros em dizer o que sentimos e pensamos uns dos outros, em declarar os motivos e fins das nossas ações, seríamos reciprocamente odiosos e não poderíamos viver em sociedade.
Marquês de Maricá
Sem as ilusões da nossa imaginação, o capital da felicidade humana seria muito diminuto e limitado.
Marquês de Maricá
Sem os males que contrastam os bens, não nos creríamos jamais felizes por maior que fosse nossa felicidade.
Marquês de Maricá
Sempre haverá mais ignorantes que sabedores, enquanto a ignorância for gratuita e a ciência dispendiosa.
Marquês de Maricá
Sofrei privações na mocidade, e sereis regalados na velhice.
Marquês de Maricá
Somos bons consoladores, e muito maus sofredores.
Marquês de Maricá
Somos em geral demasiadamente prontos para a censura, e demasiadamente tardos para o louvor: o nosso amor-próprio parece exaltar-se com a censura que fazemos, e humilhar-se com o louvor que damos.
Marquês de Maricá
Somos enganados mais vezes pelo nosso amor-próprio do que pelos homens.
Marquês de Maricá
Somos muitas vezes maldizentes para nos inculcarmos perspicazes.
Marquês de Maricá
Somos muito generosos em oferecer por civilidade o que bem sabemos que por civilidade se não há-de aceitar.
Marquês de Maricá
Somos muitos francos em confessar e condenar os nossos pequenos defeitos, contanto que possamos salvar e deixar passar sem reparo os mais graves e menos defensáveis.
Marquês de Maricá
Somos tão avaros em louvar os outros homens, que cada um deles se crê autorizado a louvar-se a si próprio.
Marquês de Maricá
Ter privança com os que governam é contrair responsabilidade no mal que fazem, sem partilhar o louvor do bem que operam.
Marquês de Maricá
Todas as virtudes são restrições, todos os vícios, ampliações da liberdade.
Marquês de Maricá
Todos querem liberdade, muitos a possuem, poucos a merecem.
Marquês de Maricá
Todos reclamam reformas, mas ninguém se quer reformar.
Marquês de Maricá
Todos se queixam, uns dos males que padecem, outros da insuficiência, incerteza, ou limitação dos bens de que gozam.
Marquês de Maricá
Um grande crime glorificado ocasiona e justifica todos os outros crimes e atentados subsequentes.
Marquês de Maricá
Um grande mérito força o respeito, e afugenta a adulação.
Marquês de Maricá
Um homem pode saber mais do que muitos, porém nunca tanto como todos.
Marquês de Maricá
Um povo corrompido não pode tolerar um governo que não seja corrupto.
Marquês de Maricá
Uma grande qualidade ou talento desculpa muitos pequenos defeitos.
Marquês de Maricá
Uma grande reputação é talvez mais incómoda que a insignificância pessoal.
Marquês de Maricá
Uns homens ocasionam os males e exigem que outros os remedeiem.
Marquês de Maricá
Uns homens sobem por leves como os vapores e gases, outros como os projécteis pela força do engenho e dos talentos.
Marquês de Maricá
Viver é doce; viver é agro: nesta alternativa se passa a vida.
Marquês de Maricá
Viver é gozar e sofrer, resistir e batalhar com os homens, as coisas, os eventos e os elementos.
Marquês de Maricá